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Veículos Aéreos Não Tripulados

VANT Heron da Polícia Federal

A história dos VANTs
Quando ouvimos falar em veículos aéreos não tripulados, ou simplesmente VANTs, pensamos que se trata de uma invenção moderna, porém eles fazem parte das operações militares há mais tempo do que você imagina. Você verá como os VANTs evoluíram com o passar do tempo e como eles mudaram a forma de se fazer guerra.
Na foto, um Heron Israelense adquirido pela Polícia Federal do Brasil.
Foto: DefesaNet

VANT Heron da Polícia Federal
Sperry Aerial Torpedo

1917: Sperry Aerial Torpedo
Durante a 1º Guerra Mundial, a aviação dava seus primeiros passos cerca de 10 anos após os pioneiros da aviação inventarem as primeiras "máquinas voadoras" de asas fixas. Mas aquele era um tempo de impressionantes inovações. Em 1917, os Americanos Peter Cooper Hewitt e Elmer Sperry inventaram o primeiro estabilizador giroscópico automático, que dá estabilidade à aeronave durante o voo. Nascia o primeiro voo não tripulado. A nova tecnologia foi usada para converter um Curtiss N-9 da Marinha Americana no primeiro veículo aéreo não tripulado (VANT) controlado por rádio. Nos 80 quilômetros de testes de voo realizados, o Sperry Aerial Torpedo voou com uma bomba de 150 quilos, mas nunca foi utilizado em combate.
Foto: Museu Aeroespacial de San Diego/Flickr via Foreign Policy

Sperry Aerial Torpedo
Kettering Aerial Torpedo

1917: Kettering Aerial Torpedo
Feito de madeira, o Kettering Aerial Torpedo, apelidado de "Kettering Bug," custava 400 dólares em 1917 e podia transportar até 150 quilos de carga útil. O engenheiro da General Motors Charles Kettering, que desenvolveu o Bug, o construi numa base de carrinho plataforma e colocou asas removíveis. Na 1º Guerra Mundial, o governo dos Estados Unidos encomendou uma grande remessa de Kettering Bugs, mas a guerra acabou antes que eles fossem usados.
Foto: OZinOH/Flickr via Foreign Policy

Kettering Aerial Torpedo
DH-82B Queen Bee

1935: DH-82B Queen Bee
Até 1935, os VANTs não eram capazes de retornar ao ponto de lançamento e, por isso, não eram reutilizados. Com a invenção da Queen Bee, os VANTs passaram a retornar ao local de onde eram lançados, aumentando significativamente sua praticidade. Com um teto de voo de 17.000 pés (5,1 km) e velocidade máxima de 160 km/h, a Queen Bee foi usada pela Marinha e Força Aérea Real Britânica até 1947.
Foto: Museu Aeroespacial de San Diego/Flickr via Foreign Policy

DH-82B Queen Bee
V-1

1944: V-1 (Arma de Retaliação-1)
Adolf Hitler queria uma "bomba voadora" para usar contra alvos não-militares, de modo que, em 1944, o engenheiro Alemão Fieseler Flugzeuhau desenvolveu este VANT de 750 km/h. Considerado o antecessor dos mísseis modernos, o V-1 (em Alemão, Vergeltungswaffe-1) tinha como alvos as Ilhas Britânicas. O V-1 podia carregar significativamente mais carga que seus antecessores, podendo levar uma ogiva de até 1.000 kg. Antes de lançar suas bombas, que mataram mais de 900 civis na Grã-Bretanha, o V-1 podia executar uma rota pré-programada de 240 km após seu lançamento de uma catapulta em rampa.
Foto: Lysiak/deckarudo/Flickr/Foreign Policy

V-1
Ryan Firebee

1955: Ryan Firebee
Produzido pela Ryan Aeronautical Company, o primeiro protótipo Firebee (XQ-2) foi criado em 1951 e fez seu primeiro voo quatro anos depois. Usado principalmente pela Força Aérea dos Estados Unidos, o Firebee foi um dos primeiros VANTs movidos a jato. O aparelho não tripulado foi usado em missões de inteligência e monitoramento de comunicações por rádio.
Foto: Museu Aeroespacial de San Diego/Flickr via Foreign Policy

Ryan Firebee
Lockheed M-21 e D-21

1963: Lockheed M-21 e D-21
O M-21, uma variante do A-12, o primeiro avião da família Blackbird, foi uma aeronave usada para lançar o Lockheed D-21, um VANT de grandes altitudes. O M-21 e o D-21 foram criados em um projeto de 1963 até 1968 que foi mantido sob sigilo por mais de 40 anos. O M-21 recebeu um novo desenho para incluir um segundo cockpit para o operador que controlava o lançamento do D-21. A dupla era para ser usada entre 1969 e 1971 na espionagem da base de testes nucleares em Lop Nur, China. Porém, os 21s foram cancelados em 1966 após uma colisão durante o lançamento que causou a morte do piloto. Posteriormente, o D-21 foi adaptado para ser lançado de um B-52.
Foto: James Gordon/Flickr via Foreign Policy

Lockheed M-21 e D-21
BQM-1BR

1982: BQM-1BR
O primeiro VANT Brasileiro foi desenvolvido entre a extinta Companhia Brasileira de Tratores (CBT) e o Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA). Sua turbina, com empuxo de 30 kg, o levava a uma velocidade máxima de 560 km/h. A principal tarefa do BQM-1BR era servir de alvo aéreo para treinamentos militares, mas nunca foi utilizado, sendo que o único exemplar existente se encontra no Museu TAM, em São Carlos-SP.
Foto: Rodrigo Zanette/Aviação Paulista/Museu TAM

BQM-1BR
Pioneer RQ-2A

1986: Pioneer RQ-2A
Lançado em Dezembro de 1986, o sistema VANT Pioneer (que fornecia imagens em tempo real de alvos específicos ou de campos de batalha) realiza uma grande variedade de tarefas de "reconhecimento, vigilância e aquisição de alvos", segundo a Marinha dos Estados Unidos. A estreia do Pioneer RQ-2A foram as operações militares em Granada, Líbano e Líbia. Ainda em uso, o Pioneer é lançado de um foguete, pesa cerca de 200 kg e alcança mais de 170 km/h. Ele é capaz de flutuar e pode ser recuperado em aterrissagens no mar.
Foto: Cliff1066/Flickr via Foreign Policy

Pioneer RQ-2A
MQ Predator

1994: MQ Predator
A empresa General Atomics produziu o VANT MQ Predator em 1994. Esta versão atualizada permite que a função do Predator não seja apenas de reconhecimento, mas também de ataque. Mais de 125 Predators foram entregues à Força Aérea dos Estados Unidos e seis à Força Aérea Italiana. Desde 1995, o VANT Predator já foi usado na Bósnia, Iraque e Afeganistão, mas está sendo substituído gradualmente por novos VANTs.
Foto: General Atomics/Getty Images via Foreign Policy

MQ Predator
RQ-7 Shadow

2004: RQ-7B Shadow 200
O menor da família de VANTs usados atualmente pelos Estados Unidos, o RQ-7B Shadow atua no Iraque e no Afeganistão. O sistema consegue localizar e identificar alvos a até 125 km de distância do centro de operações táticas, o que permite aos comandantes da brigada visualização, interoperabilidade e ações rápidas. Largamente utilizado no Oriente Médio, até Maio de 2010 esse VANT já havia acumulado 500.000 horas de voo.
Foto: James Gordon/Flickr via Foreign Policy

RQ-7 Shadow
Helicóptero Fire Scout

2005: Fire Scout
O Fire Scout, um helicóptero não tripulado capaz de levantar voo e pousar de forma autônoma a partir de porta-aviões ou terra, foi criado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos no início dos anos 2000. Na foto, o Fire Scout testa o lançamento de foguetes não guiados de 70 mm no Campo de Provas de Yuma, no Arizona.
Foto: Marinha dos EUA/Science Faction via Foreign Policy

Helicóptero Fire Scout
RQ-170 Sentinel

2009: RQ-170 Sentinel
Desenvolvido e produzido por uma subsidiária da Lockheed Martin, a Skunk Works, o RQ-170 Sentinel é usado pela Força Aérea dos Estados Unidos. Apelidado de "Fera de Kandahar" e capaz de voar a uma altitude de 50.000 pés (15,2 km), o RQ-170 foi usado pela primeira vez no Afeganistão. Em Maio de 2011, o RQ-170 foi usado em Abbottabad, Paquistão, na invasão da casa onde se escondia Osama bin Laden. Em Dezembro de 2011, um RQ-170 foi capturado pelas Forças Armadas do Irã após invadir o espaço aéreo daquele país.
Foto: Divulgação/Foreign Policy

RQ-170 Sentinel
Global Hawk

2010: Global Hawk
O Global Hawk, um VANT de grandes altitudes e longa duração usado pela Força Aérea dos Estados Unidos, possui um sensor integrado que fornece inteligência, vigilância e reconhecimento. Desenvolvido em 2001, o Global Hawk fez avanços significativos na história da aviação. Conhecido como o primeiro VANT a atravessar sem escalas o Oceano Pacífico, o Global Hawk foi autorizado a voar no espaço aéreo dos Estados Unidos pela primeira vez em Julho de 2006.
Foto: Hoosier Rich/Flickr/Foreign Policy

Global Hawk
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